quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Poema à toa




Não amo a cor dos olhos,
amo o olhar.
Não amo a brancura dos dentes,

amo o sorriso.
Não amo o contorno dos lábios,

amo o beijo.
Não amo o formato dos braços,

amo o abraço.
Não amo o alongado dos dedos,

amo a carícia.
Não amo as curvas das pernas,

amo o andar.
Não amo o volume dos seios,

amo o aconchego.
E que bom não seja isto uma escultura,

seja apenas um poema à-toa.
Porque não amo um corpo,

amo uma pessoa.

(Moacyr Sacramento)





Um comentário:

su disse...

adorei seu blog.... vou visita-lo sempre...